A base da Central Única das Favelas - CUFA em Coroatá, tendo nascida em julho do ano de 2010, possui apenas começam a aparecer, graças ao esforço dos seus coordenadores e parceiros.
Para quem não teve a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho significativo desenvolvido pela CUFA Coroatá – embora muitas vezes pareça invisível - pode conferir o Relatório de Atividades 2010 da organização.
Finalizamos as atividades do ano de 2010 dentro da nossa expectativa de resultados, ou até mesmo além, já que ainda estamos no processo inicial: implantação da base, de reconhecimento do nosso público-alvo, da formação de quadros de colaboradores e instituição das parcerias necessárias para que possamos fazer o nosso trabalho pelo desenvolvimento cultural e social das pessoas das comunidades populares coroataenses.
Relatório de Atividades 2010.
Feliz 2011 aos nossos colaboradores, parceiros e ao povo da periferia.
Cleo Freitas – Coordenador Executivo
Daniel Viana – Coordenador Financeiro
Jairo Cardoso – Coordenador Administrativo
Jefferson Gotardo e Tiago Tarso – Frente de Hip Hop
2 de janeiro de 2011
25 de dezembro de 2010
CUFA Coroatá entrega presentes à crianças de comunidade popular
Na manhã do dia 24 (sexta-feira), vésperas do Natal, a CUFA Coroatá concluiu a sua campanha “Natal do Bem 2010” com a entrega dos brinquedos arrecadados durante todo o mês entre seus parceiros.
Os primeiros brinquedos foram entregues para as crianças que encontravam-se internadas, em observação ou que estavam realizando consultas de emergência naquela manhã no Hospital Geral Municipal - HGM. A ação continuou horas depois no Bairro Novo Areal, a maior comunidade popular do município de Coroatá, possuindo uma alta taxa demográfica e alto índice de violência e consumo/tráfico de entorpecentes.
O Bairro Novo Areal está composto em sua maioria, por ex-trabalhadores rurais que fugiram da agricultura de subsistência – o famoso êxodo rural –, como é peculiar às nossas periferias, que e vieram para a cidade em busca de oportunidades de trabalho e educação para os filhos. Estas pessoas hoje sobrevivem dos programas sociais do governo federal e, pouquíssimas vezes, da lavoura de subsistência (um percentual muito pequeno), do mercado informal (jovens que se tornam ajudantes de obras, vendedores ambulantes, trabalhadores no comércio, cortadores de cana etc.), aposentadoria e do mercado paralelo (o tráfico e o furto cometidos por adolescentes e jovens).
A realidade da infância diante da pobreza nesta e nas demais comunidades localizadas na periferia coroataense, é agravada muitas vezes pela ausência da escola, do acesso a cultura e a cidadania. Muitas dessas crianças conhecem o Natal apenas na televisão, vêem a figura do velho barbudo induzindo ao consumismo. Muitas dessas crianças não têm quem lhes dê um presente no dia do Natal. Com esta ação a CUFA Coroatá quis – e acreditamos que conseguimos – fazer nascer no rosto de algumas crianças a alegria de ganhar um presente nesta data.
A distribuição dos 262 brinquedos ocorreu em parceria com o Projeto Cuidando do Futuro, União de Moradores do Bairro Novo Areal – UNIMBAN.
“Eu considero esta a primeira ‘grande-pequena’ ação da nossa organização dentro das periferias nestes nossos primeiros seis meses de existência, a primeira de muitas atividades”, disse Cleo Freitas, coordenador da CUFA Coroatá sobre a atividade. Para o coordenador a quantidade de brinquedos foi pequena diante da necessidade da comunidade, mas que ficou de acordo com o plano de arrecadação definido pelos coordenadores da campanha.
Participaram da distribuição, além do presidente de honra da CUFA Coroatá, Daniel Ferreira, os parceiros Francinaldo Almeida e João Baiano (ambos também coordenadores da campanha), Leandro Claro, Yana Cardoso (psicóloga e parceira) e os bboys do núcleo de dança de rua (Jefferson Gotardo, Tiago Tarso, Jairo II e Rodrigo), além de outros não menos importantes.
Seguem algumas imagens da distribuição dos brinquedos.
Os primeiros brinquedos foram entregues para as crianças que encontravam-se internadas, em observação ou que estavam realizando consultas de emergência naquela manhã no Hospital Geral Municipal - HGM. A ação continuou horas depois no Bairro Novo Areal, a maior comunidade popular do município de Coroatá, possuindo uma alta taxa demográfica e alto índice de violência e consumo/tráfico de entorpecentes.
O Bairro Novo Areal está composto em sua maioria, por ex-trabalhadores rurais que fugiram da agricultura de subsistência – o famoso êxodo rural –, como é peculiar às nossas periferias, que e vieram para a cidade em busca de oportunidades de trabalho e educação para os filhos. Estas pessoas hoje sobrevivem dos programas sociais do governo federal e, pouquíssimas vezes, da lavoura de subsistência (um percentual muito pequeno), do mercado informal (jovens que se tornam ajudantes de obras, vendedores ambulantes, trabalhadores no comércio, cortadores de cana etc.), aposentadoria e do mercado paralelo (o tráfico e o furto cometidos por adolescentes e jovens).
A realidade da infância diante da pobreza nesta e nas demais comunidades localizadas na periferia coroataense, é agravada muitas vezes pela ausência da escola, do acesso a cultura e a cidadania. Muitas dessas crianças conhecem o Natal apenas na televisão, vêem a figura do velho barbudo induzindo ao consumismo. Muitas dessas crianças não têm quem lhes dê um presente no dia do Natal. Com esta ação a CUFA Coroatá quis – e acreditamos que conseguimos – fazer nascer no rosto de algumas crianças a alegria de ganhar um presente nesta data.
A distribuição dos 262 brinquedos ocorreu em parceria com o Projeto Cuidando do Futuro, União de Moradores do Bairro Novo Areal – UNIMBAN.
“Eu considero esta a primeira ‘grande-pequena’ ação da nossa organização dentro das periferias nestes nossos primeiros seis meses de existência, a primeira de muitas atividades”, disse Cleo Freitas, coordenador da CUFA Coroatá sobre a atividade. Para o coordenador a quantidade de brinquedos foi pequena diante da necessidade da comunidade, mas que ficou de acordo com o plano de arrecadação definido pelos coordenadores da campanha.
Participaram da distribuição, além do presidente de honra da CUFA Coroatá, Daniel Ferreira, os parceiros Francinaldo Almeida e João Baiano (ambos também coordenadores da campanha), Leandro Claro, Yana Cardoso (psicóloga e parceira) e os bboys do núcleo de dança de rua (Jefferson Gotardo, Tiago Tarso, Jairo II e Rodrigo), além de outros não menos importantes.
Seguem algumas imagens da distribuição dos brinquedos.
| Alguns presentes sendo embalados |
| Distruibuição de brinquedos no HGM |
| As crianças esperando ansiosamente a distribuição |
| Criança com o brinquedo |
| Criança com brinquedo |
| Crianças após receberem seus brinquedos |
| A equipe após a distribuição dos brinquedos |
Confira mais fotos, inclusive dos preparativos, em nosso álbum no Picasa:
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| Natal do Bem 2010 |
7 de dezembro de 2010
O Natal do Bem 2010 começou
Vejam nesta postagens as fotos das primeiras caixas que serão colocadas em locais estratégicos (Secretarias Municipais de Saúde, Educação e Centro de Treinamento da Saúde) para a arrecadação dos brinquedos que serão doados às crianças neste Natal.
As caixas foram confeccionadas por nossos diretores Cleo Freitas e Cici Almeida com o apoio de João Batista e Leandro Claro, ambos membros do Instituto.
A Campanha contará com o apoio do Projeto Cuidando do Futuro desenvolvido em Coroatá pela Secretaria Municipal de Saúde - SEMUS.
Visite a página do Instituto Itapecuru, clicando aqui.
As caixas foram confeccionadas por nossos diretores Cleo Freitas e Cici Almeida com o apoio de João Batista e Leandro Claro, ambos membros do Instituto.
A Campanha contará com o apoio do Projeto Cuidando do Futuro desenvolvido em Coroatá pela Secretaria Municipal de Saúde - SEMUS.
| Fracinaldo Almeida (Cici) e Cleo, que confeccionaram as caixas |
| As nossas caixas para recolhimento dos brinquedos |
| Os meninos do Projeto de Break (Tiago Tarso e Gotardo) da CUFA Coroatá posam com uma das caixas |
Visite a página do Instituto Itapecuru, clicando aqui.
6 de dezembro de 2010
CUFA Coroatá e Instituto Sociocultural do Vale do Itapecuru colaboram na construção da Unimban
Unimbam é a União de Moradores do Bairro Novo Areal, criada oficialmente no último dia 05 de dezembro (domingo). A fundação da entidade é o resultado do trabalho incansável de Francinaldo Almeida (o Cici), coordenador do Instituto Itapecuru.
A Unimban nasce com a proposta de defender os interesses dos moradores do Novo Areal, um dos bairros localizados na periferia coroataense. A comunidade possui uma alta taxa de concentração populacional e convive com a violência, pobreza e o tráfico.
O coordenador da CUFA Coroatá e do Instituto Itapecuru, Cleo Freitas, participou da reunião e declarou apoio incondicional à luta da Unimban, na oportunidade anunciou interesse em firmar parcerias em beneficio dos moradores daquela comunidade.
O prof. João Baiano, conselheiro do Instituto Itapecuru, e coordenador da Central da Juventude Coroataense - CEJUC, também esteve presente durante todo o processo de criação da Unimban e durante a reunião declarou seu apoio.
Na oportunidade uma mulher (a Juraci) foi eleita para a presidência em uma chapa de nove pessoas, em sua maioria mulheres (apenas dois homens). “Estou muito feliz de estar com vocês no momento em que escrevem uma página na história desta comunidade”, declarou Cleo Freitas, que na oportunidade realizou uma breve apresentação institucional sobre a CUFA.
Cici, do Instituto Itapecuru, afirma que o trabalho de aproximação e organização das lutas dos moradores das comunidades populares coroataenses terá continuidade e diz que trabalho semelhante já está sendo realizado na Vila Vavá, também chamada de Vila Luis Mendes, e que o mesmo deverá ser concretizado nos próximos dias.
A Unimban nasce com a proposta de defender os interesses dos moradores do Novo Areal, um dos bairros localizados na periferia coroataense. A comunidade possui uma alta taxa de concentração populacional e convive com a violência, pobreza e o tráfico.
O coordenador da CUFA Coroatá e do Instituto Itapecuru, Cleo Freitas, participou da reunião e declarou apoio incondicional à luta da Unimban, na oportunidade anunciou interesse em firmar parcerias em beneficio dos moradores daquela comunidade.
O prof. João Baiano, conselheiro do Instituto Itapecuru, e coordenador da Central da Juventude Coroataense - CEJUC, também esteve presente durante todo o processo de criação da Unimban e durante a reunião declarou seu apoio.
Na oportunidade uma mulher (a Juraci) foi eleita para a presidência em uma chapa de nove pessoas, em sua maioria mulheres (apenas dois homens). “Estou muito feliz de estar com vocês no momento em que escrevem uma página na história desta comunidade”, declarou Cleo Freitas, que na oportunidade realizou uma breve apresentação institucional sobre a CUFA.
Cici, do Instituto Itapecuru, afirma que o trabalho de aproximação e organização das lutas dos moradores das comunidades populares coroataenses terá continuidade e diz que trabalho semelhante já está sendo realizado na Vila Vavá, também chamada de Vila Luis Mendes, e que o mesmo deverá ser concretizado nos próximos dias.
4 de dezembro de 2010
Natal do Bem 2010
O Instituto Sociocultural do Vale do Itapecuru também designado Itasocial, fundado em 20 de novembro de 2010 é uma associação, sem fins econômicos, que terá duração por tempo indeterminado, com suas ações iniciais desenvolvidas apenas no município de Coroatá, mas há a pretensão de estendê-las aos demais municípios que margeiam o Rio Itapecuru (fotos aqui). O Instituto tem como principal objetivo a promoção da inclusão social, cultural e econômica, com ênfase na promoção e no desenvolvimento humano, bem como o voluntariado e ações ambientais em favor do Rio Itapecuru. O Instituto é formado por jovens dos diversos movimentos sociais e profissionais que queiram contribuir com a construção de um mundo mais justo e solidário. O Instituto ItaSocial, será o braço jurídico da CUFA Coroatá.
Através desta ação o Instituto Sociocultural do Vale do Itapecuru tem o simples objetivo de levar no dia 24 de dezembro uma centelha de alegrias a algumas crianças da referida comunidade. Afinal é para elas que existe o Natal.
A arrecadação será feita entres os dias 02 a 22 de dezembro em pontos de arrecadação localizados em locais diversos e através da abordagem direta dos voluntários à empresários, políticos e populares.
31 de outubro de 2010
Um século após a 1ª citação, favela cobra lugar na história e data ''para reflexão''
Bruno Paes Manso e Rodrigo Brancatelli - O Estado de S.Paulo
No dia 4 de novembro de 1900, um delegado escreveu ao chefe da polícia do Rio reclamando do Morro da Favella - atual Morro da Providência, no centro. Para o "bem da ordem e moralidade pública", sugeria a "extinção dos casebres e pardieiros" do lugar. No morro viviam veteranos da Guerra de Canudos e o povoado foi batizado em referência a uma planta comum nos campos de batalha baianos.
Mais de um século depois, a data vem sendo reivindicada por movimentos sociais para ser oficializada como o dia da favela. Cinco cidades já aderiram - entre elas, Rio (a primeira), Salvador, Fortaleza e Sergipe. Em outras três, tramita projeto de lei para criar a data. Na quinta-feira, o evento será celebrado informalmente nos 26 Estados brasileiros e Distrito Federal, com mostras de filmes de diretores que moram em favelas, shows e saraus.
"Não queremos mais um feriado e também não queremos comemorar. Lutamos para tornar essa data um momento para reflexão", afirma Celso Athayde, um dos fundadores da Central Única das Favelas (Cufa), que encabeça a cruzada. "Favela e favelado são estigmas há mais de um século. Precisamos encontrar alternativas para transformar esse estigma em carisma."
Leia a matéria completa no site do jornal O Estado de S. Paulo, clicando aqui.
No dia 4 de novembro de 1900, um delegado escreveu ao chefe da polícia do Rio reclamando do Morro da Favella - atual Morro da Providência, no centro. Para o "bem da ordem e moralidade pública", sugeria a "extinção dos casebres e pardieiros" do lugar. No morro viviam veteranos da Guerra de Canudos e o povoado foi batizado em referência a uma planta comum nos campos de batalha baianos.
Mais de um século depois, a data vem sendo reivindicada por movimentos sociais para ser oficializada como o dia da favela. Cinco cidades já aderiram - entre elas, Rio (a primeira), Salvador, Fortaleza e Sergipe. Em outras três, tramita projeto de lei para criar a data. Na quinta-feira, o evento será celebrado informalmente nos 26 Estados brasileiros e Distrito Federal, com mostras de filmes de diretores que moram em favelas, shows e saraus.
"Não queremos mais um feriado e também não queremos comemorar. Lutamos para tornar essa data um momento para reflexão", afirma Celso Athayde, um dos fundadores da Central Única das Favelas (Cufa), que encabeça a cruzada. "Favela e favelado são estigmas há mais de um século. Precisamos encontrar alternativas para transformar esse estigma em carisma."
Leia a matéria completa no site do jornal O Estado de S. Paulo, clicando aqui.
30 de outubro de 2010
Qual foi a primeira favela do Brasil?
Por Roberto Navarro, revista Mundo Estranho
Oficialmente, a pioneira foi a do morro da Providência, surgida em 1897 no centro do Rio de Janeiro. Mas, recentemente, novos estudos sugerem que já havia gente morando em barracos na cidade antes disso. Vamos aos fatos: a ocupação no morro da Providência começou quando cerca de 10 mil soldados que haviam participado da Guerra de Canudos, no sertão da Bahia, desembarcaram na antiga capital do país. Na bagagem, uma reivindicação: eles queriam que o governo desse casas para os veteranos do conflito. Sem grana para criar os tais alojamentos, o governo teria permitido a construção de vários barracos de madeira no morro da Providência, que ficava atrás de um quartel. Essa é a versão mais conhecida. Mas algumas pesquisas indicam que a primeira favela foi outro aglomerado de casas precárias, surgido ainda no ano de 1897, só que alguns meses antes da Providência. O local da favela pioneira seria o morro de Santo Antônio, também no centro. Estudos com documentação da época revelam que, no começo de 1897, já existiriam 41 barracos no local. Fica difícil comprovar essa história porque o morro de Santo Antônio foi destruído para a construção do aterro do Flamengo, nas décadas de 1950 e 1960. A favela da Providência, por outro lado, existe até hoje. Se o pioneirismo é discutível, restam poucas dúvidas sobre a origem do nome "favela". Tudo indica que os primeiros moradores da Providência chamavam o lugar de "morro da Favela" - era uma referência a um morro de mesmo nome que existia em Canudos, recoberto por um arbusto rasteiro também chamado "favela". Com o passar dos anos, a palavra virou sinônimo de uma triste realidade habitacional. Pelas contas do IBGE, mais de 10 milhões de pessoas vivem em favelas, espalhadas em um terço dos municípios brasileiros.
Ela é carioca
Berço das favelas, cidade do Rio tem hoje 1,1 milhão de pessoas em moradias precárias
1897
Soldados que haviam participado da Guerra de Canudos, no interior da Bahia, chegam ao Rio de Janeiro em busca de moradia. Sem ter casas, começam a construir barracos - primeiro no morro de Santo Antônio e, logo depois, no morro da Providência
1903
O governo carioca baixa um decreto que proíbe a construção e o conserto de cortiços, mas tolera a construção de barracões nos morros que ainda não tenham casas. A lei facilita o crescimento das favelas nos morros, ocupados pela população pobre sem moradia
1947
Na pesquisa de recenseamento, o governo reconhece oficialmente pela primeira vez a existência das favelas. Segundo a pesquisa, o Rio tinha 119 favelas, onde moravam cerca de 283 mil habitantes - 14% da população da cidade.
1964
A ditadura militar passa a derrubar barracos e a retirar moradores de terrenos valorizados, especialmente na Zona Sul. Entre 1964 e 1974, 80 favelas são destruídas. Os 140 mil desabrigados vão para conjuntos habitacionais nas periferias ou criam novas favelas.
Anos 1980
Com o fim da ditadura militar, o governo estadual incentiva políticas de legalização das favelas - e elas voltam a inchar. No fim da década de 1980, calculava-se que um milhão de pessoas viviam nas 545 favelas em toda a cidade.
2005
Com 1,1 milhão de pessoas vivendo em favelas, o governo carioca aposta no programa Favela-Bairro, que faz obras de urbanização em mais de cem comunidades pobres. Mas a maioria delas ainda tem graves problemas de infra-estrutura e violência.
Conheça o livro Um século de favela (Alba Zaluar,Marcos Alvito), clicando aqui.
Oficialmente, a pioneira foi a do morro da Providência, surgida em 1897 no centro do Rio de Janeiro. Mas, recentemente, novos estudos sugerem que já havia gente morando em barracos na cidade antes disso. Vamos aos fatos: a ocupação no morro da Providência começou quando cerca de 10 mil soldados que haviam participado da Guerra de Canudos, no sertão da Bahia, desembarcaram na antiga capital do país. Na bagagem, uma reivindicação: eles queriam que o governo desse casas para os veteranos do conflito. Sem grana para criar os tais alojamentos, o governo teria permitido a construção de vários barracos de madeira no morro da Providência, que ficava atrás de um quartel. Essa é a versão mais conhecida. Mas algumas pesquisas indicam que a primeira favela foi outro aglomerado de casas precárias, surgido ainda no ano de 1897, só que alguns meses antes da Providência. O local da favela pioneira seria o morro de Santo Antônio, também no centro. Estudos com documentação da época revelam que, no começo de 1897, já existiriam 41 barracos no local. Fica difícil comprovar essa história porque o morro de Santo Antônio foi destruído para a construção do aterro do Flamengo, nas décadas de 1950 e 1960. A favela da Providência, por outro lado, existe até hoje. Se o pioneirismo é discutível, restam poucas dúvidas sobre a origem do nome "favela". Tudo indica que os primeiros moradores da Providência chamavam o lugar de "morro da Favela" - era uma referência a um morro de mesmo nome que existia em Canudos, recoberto por um arbusto rasteiro também chamado "favela". Com o passar dos anos, a palavra virou sinônimo de uma triste realidade habitacional. Pelas contas do IBGE, mais de 10 milhões de pessoas vivem em favelas, espalhadas em um terço dos municípios brasileiros.
Ela é carioca
Berço das favelas, cidade do Rio tem hoje 1,1 milhão de pessoas em moradias precárias
1897
Soldados que haviam participado da Guerra de Canudos, no interior da Bahia, chegam ao Rio de Janeiro em busca de moradia. Sem ter casas, começam a construir barracos - primeiro no morro de Santo Antônio e, logo depois, no morro da Providência
1903
O governo carioca baixa um decreto que proíbe a construção e o conserto de cortiços, mas tolera a construção de barracões nos morros que ainda não tenham casas. A lei facilita o crescimento das favelas nos morros, ocupados pela população pobre sem moradia
1947
Na pesquisa de recenseamento, o governo reconhece oficialmente pela primeira vez a existência das favelas. Segundo a pesquisa, o Rio tinha 119 favelas, onde moravam cerca de 283 mil habitantes - 14% da população da cidade.
1964
A ditadura militar passa a derrubar barracos e a retirar moradores de terrenos valorizados, especialmente na Zona Sul. Entre 1964 e 1974, 80 favelas são destruídas. Os 140 mil desabrigados vão para conjuntos habitacionais nas periferias ou criam novas favelas.
Anos 1980
Com o fim da ditadura militar, o governo estadual incentiva políticas de legalização das favelas - e elas voltam a inchar. No fim da década de 1980, calculava-se que um milhão de pessoas viviam nas 545 favelas em toda a cidade.
2005
Com 1,1 milhão de pessoas vivendo em favelas, o governo carioca aposta no programa Favela-Bairro, que faz obras de urbanização em mais de cem comunidades pobres. Mas a maioria delas ainda tem graves problemas de infra-estrutura e violência.
Conheça o livro Um século de favela (Alba Zaluar,Marcos Alvito), clicando aqui.
20 de outubro de 2010
04 de novembro é Dia da Favela
A Favela também tem seu dia (Lei n° 4.383/2006)
Somos sabedores da importância das favelas para a história desse país, porém também somos sabedores das necessidades e dificuldades a que moradores desses locais são submetidos. Por essa e por tantas outras razões a Central Única das Favelas (CUFA Brasil) realizou recentemente uma campanha para a criação do Dia da Favela e consegui mais de 700 mil assinaturas em favor da proposta. A campanha da CUFA ocorreu entre os dias 20 de março de 2005 e 12 de dezembro de 2005.
O Dia da Favela veio com o intuito de resgatar a auto-estima e a cidadania das pessoas que nesses locais residem. A CUFA entende que uma data comemorativa seria um símbolo de resgate e de celebração de várias culturas que ali se manifestam e que precisam ser reconhecidas. Chegamos a data de 02 de novembro - porque não? - em pesquisa concluímos que entre tantas datas significativas, foi em 4 de novembro de 1900 que o estado, na pessoa de um delegado da 10ª circunscrição dialogou com chefe da polícia da época – Dr. Enéas Galvão - sobre uma favela, nesse caso o Morro da Providência, a primeira favela do Brasil.
Na carta encaminhada ao prefeito do Rio de Janeiro, tanto a área geográfica quanto a comunidade nela instalada são tratadas como problema social, sanitário, policial, e até mesmo moral. Na linguagem do documento falam de "limpar" aquelas áreas. Ou seja, a primeira favela surge ao mesmo tempo em que é identificada através de estigmas que vão durar muito tempo. Daí a iniciativa de criar o Dia da Favela para promover a transformação do estigma em carisma. Preencher de positividade o significado da palavra irá preencher de possibilidades a auto estima dessa população.
Portanto, o dia 04 de novembro passou a ser um novo dia. O dia da Favela.
Com informações do blog da CUFA Cuiabá / MT.
11 de outubro de 2010
A verdade sobre o Maranhão precisa ser dita
No Maranhão a negação de direitos revela-se,sobretudo, através do IDH, espelhado em baixos indicadores sociais. Segundo dados do IBGE, dos 100 municípios mas pobres do Brasil , 83 pertencem ao estado do Maranhão. Em uma pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas intitulada o mapa do fim da fome, apontou o Maranhão como o estado mais pobre da federação com indigentes per capita alcançando a marca de 63,72%. Em outro documento produzido pelo IBGE, Síntese dos Indicadores Sociais pude constatar que a taxa de analfabetismo registra 28.8% da população e que a média de anos de estudo é de 4,6% e o analfabetismo funcional corresponde as taxas de 52,8%. Em se tratando da distorção idade – série nas 03 esferas, o ensino fundamental corresponde a 59,7 % e o ensino médio registra 74% do total de alunos. Aliado a tudo isso, o índice massivo de violência e mortes entre adolescentes envolvidos ou não com drogas nas periferias maranhense, desenha uma situação bastante complicada.
Enviado por Billy Wesley para o e-mail da rede CUFA Brasil.
Enviado por Billy Wesley para o e-mail da rede CUFA Brasil.
27 de setembro de 2010
Final de semana de muito “breakdance” para b. boys coroataenses
Os bboys coroataenses, a maioria deles adolescentes e jovens atendidos em nossa oficina de dança break, participaram neste final de semana (sábado e domingo) de rodas de freestyle realizadas nas cidades de Coroatá e Codó, respectivamente, fruto da parceria entre a CUFA Coroatá e a Freelife Crew (Codó). Nas rodas de freestyle os dançarinos realizam sua performance individualmente usando a criatividade para mostrar o que sabe e quais são os seus limites.
Na primeira delas, realizada no sábado em Coroatá, os bboys da Freelife Crew, Canela, Marcos, Mudo Black, Guil e outros, marcaram presença. A atividade aqui ocorreu na Praça José Sarney, que preferimos chamar de praça do hip-hop. Domingo foi a nossa vez: Joelson, Jefferson, Zé, Adriano e Tércio, retribuírem a visita marcando presença em atividade similar organizada por eles em praça pública no centro de Codó.
Na primeira delas, realizada no sábado em Coroatá, os bboys da Freelife Crew, Canela, Marcos, Mudo Black, Guil e outros, marcaram presença. A atividade aqui ocorreu na Praça José Sarney, que preferimos chamar de praça do hip-hop. Domingo foi a nossa vez: Joelson, Jefferson, Zé, Adriano e Tércio, retribuírem a visita marcando presença em atividade similar organizada por eles em praça pública no centro de Codó.
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