O coordenador da CUFA Coroatá, Cleo Freitas, foi nomeado pelo Conselho Nacional da CUFA Brasil o mais novo coordenador da Frente Nacional de LGBT da organização. A nomeação foi anunciada pelo secretário geral da organização, Celso Atahyde (RJ), durante o VI Encontro Nacional da CUFA, que ocorreu em Fortaleza (CE), entre os dia 16 a 20 de fevereiro deste ano.
A CUFA LGBT, frente estratégica da entidade, é voltada para a criação e desenvolvimento de ações que possam impactar diretamente na vida de lésbicas, gays, bissexuais e travestis e transexuais, moradores em espaços que estão em desvantagem social (favelas e periferias), bem como a discussão da temática.
Tal como todas as outras frentes de trabalho estratégico da Central Única das Favelas - CUFA, o núcleo LGBT objetiva o equilíbrio social, por meio do reconhecimento dos Direitos Humanos e no trabalho de construção de políticas públicas para esta parcela da sociedade brasileira.
A CUFA LGBT nasceu em 2010, durante o 5º Encontro Nacional da CUFA, que ocorreu em Porto Alegre - RS (27 a 31/01/2010), sendo coordenada a partir daquele momento pelo jornalista baiano Danillo Bitencourt. No encontro do ano seguinte, que ocorreu em Fortaleza - CE (16 a 19/02/2011), o Conselho Nacional da organização nomeou o estudante maranhense Cleo Freitas (CUFA Coroatá) para articulador da frente.
14 de março de 2011
7 de março de 2011
Do Direito das Mulheres Negras se Sentirem Mulheres
Por Neusa Baptista, Núcleo Maria Maria CUFA MT
Há cerca de duas semanas, cortei curtinho meu cabelo. O cabelo, aliás, me surpreende a cada dia com sua capacidade de revelar e provocar. Foi o que aconteceu desta vez.Por onde eu andava, cabeças masculinas e femininas se viravam para ver meu cabelo. A princípio, pensei comigo mesma: o que foi que eu fiz? Sentia-me menos mulher e ao mesmo tempo pensava: agora preciso me vestir com muita feminilidade, pois com este cabelo curto, posso passar por homem. De repente me vi numa loja de 1.99 em meio a tic tacs, lacinhos, brincos coloridos e outras coisas. Na ânsia de mostrar o quão feminina era, tornei-me mais feminina mesmo. Em atos e palavras. Por que isso não tinha acontecido antes? Com meu cabelo crespo e curto, recebi muitos olhares de reprovação, riso, espanto. Além de crespo, ainda curto! Pasmem! Comentei com meu cabeleireiro (Jair Vip’s, um beijo!) que “mulher de cabelo curto sofre preconceito” e ele ficou espantado!
Aos poucos, fui me acostumando e aprendendo a ‘dominar’ o meu curtinho, de modo que ele parecesse ao mesmo tempo, natural e bem cuidado. Engraçado, é só a gente começar a se achar bonita que as pessoas em volta fazem coro! O contrário também acontece, claro. Quer que os outros falem bem de você? Comece a falar bem de você. E isso não pode ser do tipo “Eu sou o máximo”, mas do tipo “ Nós podemos ser o máximo juntos”. Piegas né? Não consegui pensar em nada melhor. rs. Enfim.
O meu cabelo curtinho me obrigou a pensar mais em minha feminilidade. E isso se deu ainda somado ao fato de ele ser crespo. Isto é, geralmente, os homens negros utilizam o cabelo raspado e as mulheres alisado. Portanto, o fato de eu ser negra não me ajudava muito mesmo. Mas se tem uma coisa que eu gosto é de chamar a atenção para o meu cabelo! Sério. Quando meu cabelo não chama a atenção, eu acho que ele não cumpriu seu papel, que é o de ser mensageiro de algo positivo sobre a negritude. Enfim. Tal como ocorreu há muitos anos com o meu penteado rastafári, o curto que a princípio parecera ‘feio’ e ‘masculino’ se revelou, na verdade, versátil, irreverente, delicado e feminino!
Mas a meu ver, isso só aconteceu porque era crespo, e porque eu sou negra, e sou mulher. Muitos papéis, significados, lugares, atitudes a tomar... Para pra pensar: se a mulher branca (ou não negra) já tem problemas, pensa na negra. Pensa. Então, por isso quando vejo uma mulher negra se destacando, não sei da vida íntima dela, mas imagino que deva ter enfrentado alguns obstáculos que poderiam ter sido evitados se o País fosse menos racista, machista etc.
Por isso, neste 8 de Março, um abraço especial a todas as mulheres pretas (negras, pardas, índias, gordinhas, baixinhas, comuns) do Brasil.
Neusa Baptista é autora do livro infantil "Cabelo Ruim?"
24 de fevereiro de 2011
Maranhão no 6º Encontro Nacional da CUFA
O 6º Encontro Nacional da CUFA (Central Únicas das Favelas) aconteceu entre os dias 16 e 18 de fevereiro em Fortaleza (CE) e quem chegou antes pode conferir no dia 15, o show do MV Bill e Camilla CDD, além do Preto Zezé, novo presidente da CUFA e outros músicos do Ceará.
Os coordenadores estaduais da CUFA Maranhão, Billy Wesley e Preto Dicko e ainda o coordenador da CUFA Coroatá, Cleo Freitas, estiveram representando nossa base estadual durante o evento.
Os coordenadores estaduais da CUFA Maranhão, Billy Wesley e Preto Dicko e ainda o coordenador da CUFA Coroatá, Cleo Freitas, estiveram representando nossa base estadual durante o evento.
No dia 16 ocorreu no Teatro José de Alencar,a posse do novos presidentes da CUFA, onde MV Bill, presidente e Nega Gizza, vice-presidente passam seus cargos para Preto Zezé da CUFA (Ceará) e a vice-presidencia para Karina Santiago (Mato Grosso).
O teatro, que estava lotado, contou com a presença do Luiz Erlanger, coordenador de comunicações da Rede Globo, o cantor Fagner, Mano Brown do Grupo de Rap Racionais MC’s, Ivana Bentes, Marcelo Branco, dentre várias lideranças políticas locais e estaduais, além dos representantes da CUFA dos 27 estados, Estados Únidos e Alemanha.
O teatro, que estava lotado, contou com a presença do Luiz Erlanger, coordenador de comunicações da Rede Globo, o cantor Fagner, Mano Brown do Grupo de Rap Racionais MC’s, Ivana Bentes, Marcelo Branco, dentre várias lideranças políticas locais e estaduais, além dos representantes da CUFA dos 27 estados, Estados Únidos e Alemanha.
Nos dias 17 e 18 o encontro contou com a palestra Diretor do Departamento de Fomento à Economia Solidária DEFES, Roberto Marinho Alves da Silva, onde colocou em pauta as Políticas Públicas de Economia Solidária e os desafios que ela enfrenta no Brasil.
No mesmo dia, Marcelo Branco profissional da Tecnologia da Informação e Ivana Bentes, da Escola de Comunicação UFRJ, falaram sobre Redes Sociais e a CUFA e logo mais tarde Rosana Sperandio (Unesco Brasil) que pautou sobre o Criança Esperança, captação de recursos e projetos. Max Maciel da CUFA DF aproveitou e tirou dúvidas sobre o SICONV.
No terceiro dia de encontro do Felipe Nogueira da empresa de Marketing Cultural OpenMind pautou o planejamento do Marketing da CUFA, da importância de um estudo detalhado antes de apresentar um projeto.
O Encontro terminou com Raphael Vandystadt Gerente da Área Social da Rede Globo apresentou ações de responsabilidade da Rede Globo e as organizações do terceiro setor.
No mesmo dia, Marcelo Branco profissional da Tecnologia da Informação e Ivana Bentes, da Escola de Comunicação UFRJ, falaram sobre Redes Sociais e a CUFA e logo mais tarde Rosana Sperandio (Unesco Brasil) que pautou sobre o Criança Esperança, captação de recursos e projetos. Max Maciel da CUFA DF aproveitou e tirou dúvidas sobre o SICONV.
No terceiro dia de encontro do Felipe Nogueira da empresa de Marketing Cultural OpenMind pautou o planejamento do Marketing da CUFA, da importância de um estudo detalhado antes de apresentar um projeto.
O Encontro terminou com Raphael Vandystadt Gerente da Área Social da Rede Globo apresentou ações de responsabilidade da Rede Globo e as organizações do terceiro setor.
14 de fevereiro de 2011
Rumo ao 6º Encontro Nacional da CUFA
Os coordenadores estaduais da CUFA Maranhão, Billy Wesley, Preto Dicko e o coordenador da CUFA Coroatá, Cleo Freitas, embarcarão nesta terça-feira (15) para Fortaleza – CE, onde participarão entre os dias 16 e 20 de fevereiro do 6º Encontro Nacional da CUFA.
O encontro, que reunirá coordenadores de todo o país e do exterior, terá início na manhã da quarta-feira (16) com a posse da nova presidência da CUFA Brasil: Preto Zezé (presidente) e Karina Santiago (vice).
O evento, que contará com as presenças ilustres dos fundadores da organização MV Bill (presidente de honra) e Celso Athayde (secretário geral), definirá as diretrizes que nortearão o desenvolvimento das ações da CUFA Brasil em todo o território nacional (e internacional) no ano que inicia.
Participarão ainda do encontro ministros de estado como Ana Holanda (Cultura) e Padilha (Saúde), além de outras personalidades artísticas e políticas brasileiras.
Para Billy Wesley, um dos coordenadores da CUFA Maranhão, “a posse de Preto Zezé (Fortaleza – CE), reforça ainda mais a força e o potencial nordestino, as lentes se viram todas para o Ceará nesta semana”, continua: “entendemos a importância desse momento e sairemos daqui conscientes que temos que representar todos os esforços realizados pelo engrandecimento dessa família maranhense”, finaliza.
Para mais informações sobre a posse da nova presidência da CUFA Brasil, clique aqui, para informações acerca do 6º Encontro Nacional, clique aqui.
O encontro, que reunirá coordenadores de todo o país e do exterior, terá início na manhã da quarta-feira (16) com a posse da nova presidência da CUFA Brasil: Preto Zezé (presidente) e Karina Santiago (vice).
O evento, que contará com as presenças ilustres dos fundadores da organização MV Bill (presidente de honra) e Celso Athayde (secretário geral), definirá as diretrizes que nortearão o desenvolvimento das ações da CUFA Brasil em todo o território nacional (e internacional) no ano que inicia.
Participarão ainda do encontro ministros de estado como Ana Holanda (Cultura) e Padilha (Saúde), além de outras personalidades artísticas e políticas brasileiras.
Para Billy Wesley, um dos coordenadores da CUFA Maranhão, “a posse de Preto Zezé (Fortaleza – CE), reforça ainda mais a força e o potencial nordestino, as lentes se viram todas para o Ceará nesta semana”, continua: “entendemos a importância desse momento e sairemos daqui conscientes que temos que representar todos os esforços realizados pelo engrandecimento dessa família maranhense”, finaliza.
Para mais informações sobre a posse da nova presidência da CUFA Brasil, clique aqui, para informações acerca do 6º Encontro Nacional, clique aqui.
4 de fevereiro de 2011
Fotos da Tarde Cultural realizada em VG com a nossa participação
Veja algumas imagens da participação (e da ida) da comitiva da CUFA Coroatá no evento Tarde Cultural realizado pela CUFA Vargem Grande (29.01).
A caravana coroatense estava formada por nossos três coordenadores Cleo Freitas, Daniel Viana (nosso presidente de honra) e Jairo Cardoso e mais dois companheiros de aventuras (Henrique e Neném). Utilizando apenas duas motos (uma Pop e uma Fan), enfrentamos muita lama, buracos, estrada sem asfalto (que demostram o descaso do governo com o interior), escuridão e chuva.
Fomos e voltamos no mesmo dia. Loucura!
Fotos: Cleo Freitas, Daniel Viana, Jairo Cardoso, Gilberto Filho e Osmael Sousa.
CUFA Brasil empossará nova presidência durante VI Encontro Nacional em Fortaleza
Com a presença de diversos Estados do território nacional, o VI Encontro Nacional da Cufa – Central Única das Favelas acontecerá a partir do dia 16 de fevereiro no Teatro José Alencar, em Fortaleza (CE). Durante o evento, que se estende até o dia 20, haverá a posse da nova presidência e a apresentação e planejamento de projetos e ações para 2011 de cada estado presente.
O evento será aberto com a recepção e boas vindas dos participantes no teatro José de Alencar pela coordenação responsável e após isso acontecerá a solenidade de posse da presidência e vice-presidência, sendo respectivamente Preto Zezé (Cufa-CE) e Karina Santiago (Cufa-MT) um fato importante para a instituição fundada por MV Bill e Nega Gizza.
Nova Presidência
Os novos empossados têm vários pontos em comum com as pessoas que passaram pela presidência da entidade: Mv Bill e Preto Zezé começaram muito cedo a desenvolver importantes ações sociais pelo viés do Hip Hop. Ambos foram músicos e hoje são, além de ativistas, produtores culturais, escritores e documentaristas.
Nega Gizza e Karina Santiago são propulsoras de um movimento de mulheres dentro da instituição, que provocou a realização de dezenas de ações voltadas às mulheres do país, sempre provendo atividades como o esporte, a cultura, a moda e a política social. Desse modo, a entidade tem a negritude, o amor pelo trabalho social, a origem periférica e carregam o sentimento CUFA, cuja principal expressão é o trabalho social, a democratização do conhecimento e do poder.
A CUFA Maranhão marcará presença com seus coordenadores estaduais, Preto Dicko e Billy Wesley, e com o coordenador da CUFA Coroatá, Cleo Freitas.
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| A integração de diversas culturas oportuniza a criação de novas tecnologias sociais |
O evento será aberto com a recepção e boas vindas dos participantes no teatro José de Alencar pela coordenação responsável e após isso acontecerá a solenidade de posse da presidência e vice-presidência, sendo respectivamente Preto Zezé (Cufa-CE) e Karina Santiago (Cufa-MT) um fato importante para a instituição fundada por MV Bill e Nega Gizza.
Nova Presidência
Os novos empossados têm vários pontos em comum com as pessoas que passaram pela presidência da entidade: Mv Bill e Preto Zezé começaram muito cedo a desenvolver importantes ações sociais pelo viés do Hip Hop. Ambos foram músicos e hoje são, além de ativistas, produtores culturais, escritores e documentaristas.
Nega Gizza e Karina Santiago são propulsoras de um movimento de mulheres dentro da instituição, que provocou a realização de dezenas de ações voltadas às mulheres do país, sempre provendo atividades como o esporte, a cultura, a moda e a política social. Desse modo, a entidade tem a negritude, o amor pelo trabalho social, a origem periférica e carregam o sentimento CUFA, cuja principal expressão é o trabalho social, a democratização do conhecimento e do poder.
A CUFA Maranhão marcará presença com seus coordenadores estaduais, Preto Dicko e Billy Wesley, e com o coordenador da CUFA Coroatá, Cleo Freitas.
1 de fevereiro de 2011
Tarde Cultural inaugura o Espaço Kzarão em Vargem Grande
Uma programação diversificada sob a denominação de Tarde Cultural foi organizada no último sábado (29.01) pela CUFA Vargem Grande, em parceria com a Associação Cultural de Artes e Danças (ACAD), para inaugurar o Kzarão, espaço utilizado pelas organizações para realização de suas atividades.
Durante o evento os jovens que participam das atividades culturais promovidos pela CUFA Vargem Grande e pela ACAD demonstraram suas habilidades e talentos desenvolvidos com o apoio da nossa base.
A abertura da Tarde Cultural contou com as falas do representante da CUFA Vargem Grande, Osmael de Sousa, Cleo Freitas, Coordenador de Comunicação da CUFA Maranhão e Coordenador Executivo da CUFA Coroatá, e outros convidados. Outros membros da coordenação da base coroataense da CUFA, Daniel Viana e Jairo Cardoso, também participaram da abertura do evento.
Após as falas dos convidados as atividades tiveram início com a apresentação do grupo de Capoeira em seguida o break dance tomou conta com as apresentações das crews das cidades de Cantanhede, Itapecuru Mirim, Presidente Vargas e da cidade Vargem Grande. O grupo de street dance The King of Dance – Nova Geração também participou da festa com uma bonita apresentação.
Antes do encerramento da programação, ainda pudemos conferir uma apresentação de forró e uma improvisada roda de b.boys, onde todos saíram vencedores.
O encerramento da programação, para o delírio da platéia presente, ficou por conta da tão esperada Banda Core, que também utiliza o espaço Kzarão para seus ensaios.
O Kzarão é um espaço conquistado pela CUFA Vargem Grande e pela ACAD. As entidades transformaram um galpão abandonado (parte de onde antes funcionava uma escola) em um pólo de produção de manifestações culturais vargem-grandenses.
Com o esforço da coordenação das entidades o espaço está sendo melhorado para atender as necessidades da juventude das comunidades do entorno. Os visitantes do espaço podem conferir estampados nas paredes do Kzarão o talento do grafiteiro Osmael de Sousa, que também é um dos coordenadores da CUFA Vargem Grande.
Apesar da chuva que caiu sobre a ciadade naquela tarde, um número significativo de populares prestigiou o evento e aplaudiu as apresentações. Gilberto Filho (o Hupiado), Osmael e Jack, que comandou as apresentações, coordenadores da CUFA Vargem Grande, puderam demonstrar com destaque os resultados dos seus esforços para a manutenção e enriquecimento da cultura popular e periférica vargem-grandense.
PS: Vamos ficar devendo aqui as fotos e um relato que estamos preparando sobre a nossa ida à Vargem Grande para prestigiar o evento.
Durante o evento os jovens que participam das atividades culturais promovidos pela CUFA Vargem Grande e pela ACAD demonstraram suas habilidades e talentos desenvolvidos com o apoio da nossa base.
A abertura da Tarde Cultural contou com as falas do representante da CUFA Vargem Grande, Osmael de Sousa, Cleo Freitas, Coordenador de Comunicação da CUFA Maranhão e Coordenador Executivo da CUFA Coroatá, e outros convidados. Outros membros da coordenação da base coroataense da CUFA, Daniel Viana e Jairo Cardoso, também participaram da abertura do evento.
Após as falas dos convidados as atividades tiveram início com a apresentação do grupo de Capoeira em seguida o break dance tomou conta com as apresentações das crews das cidades de Cantanhede, Itapecuru Mirim, Presidente Vargas e da cidade Vargem Grande. O grupo de street dance The King of Dance – Nova Geração também participou da festa com uma bonita apresentação.
Antes do encerramento da programação, ainda pudemos conferir uma apresentação de forró e uma improvisada roda de b.boys, onde todos saíram vencedores.
O encerramento da programação, para o delírio da platéia presente, ficou por conta da tão esperada Banda Core, que também utiliza o espaço Kzarão para seus ensaios.
O Kzarão é um espaço conquistado pela CUFA Vargem Grande e pela ACAD. As entidades transformaram um galpão abandonado (parte de onde antes funcionava uma escola) em um pólo de produção de manifestações culturais vargem-grandenses.
Com o esforço da coordenação das entidades o espaço está sendo melhorado para atender as necessidades da juventude das comunidades do entorno. Os visitantes do espaço podem conferir estampados nas paredes do Kzarão o talento do grafiteiro Osmael de Sousa, que também é um dos coordenadores da CUFA Vargem Grande.
Apesar da chuva que caiu sobre a ciadade naquela tarde, um número significativo de populares prestigiou o evento e aplaudiu as apresentações. Gilberto Filho (o Hupiado), Osmael e Jack, que comandou as apresentações, coordenadores da CUFA Vargem Grande, puderam demonstrar com destaque os resultados dos seus esforços para a manutenção e enriquecimento da cultura popular e periférica vargem-grandense.
PS: Vamos ficar devendo aqui as fotos e um relato que estamos preparando sobre a nossa ida à Vargem Grande para prestigiar o evento.
25 de janeiro de 2011
Eu sou um assaltante?
Por Cleo Freitas
Participei recentemente de um evento para educadores coroataenses que reúne anualmente além de professores, empresários e sociedade em geral. Os convites são disputados a tapas pelos demais mortais que, como eu, não se enquadram nas categorias citadas anteriormente.
Nesta edição do evento uma dupla de comediantes foi contratada para animar a festa. Eu estava me divertindo. Uma das esquetes apresentadas tirou-me, de súbito, do meu estado de diversão. A cerimonialista anunciou que a dupla encenaria a diferença entre um assalto em São Luís – MA e no Rio de Janeiro – RJ.
Início da cena. Reggae. Funk. Para a minha surpresa a camisa do assaltante estampava nas costas em letras garrafais “100% HIP HOP” e no peito, em letras menores, “Racionais Mc’s” (meu grupo de RAP favorito). Em cena dois caras brancos, possivelmente de classe média dentro dos nossos padrões, dramatizando (à sua maneira) um ato de violência.
A caracterização do assaltante me ofendeu. Eu curto HIP HOP, eu sou um assaltante? Quando os atores desceram do palco eu os esperava pronto para briga. Quis saber dos jovens artistas o que os levou a rotulação do assaltante como integrante do movimento cultural que defendo. Não poderia este assaltante apreciar jazz, rock, samba, pagode etc? Suas explicações foram infundadas, baseadas em seus (pré-)conceitos sobre a violência social e a imagem que muitos têm do HIP HOP. Mesmo após o surgimento do HIP HOP midiático e mercadológico esta visão deturpada não mudou.
Após argumentar solicitei a eles que, na próxima apresentação, fosse retirada a peça do vestuário do personagem (que não tem necessidade de ser rotulado como pertencente a este ou aquele estilo de viver, não é mesmo?).
Desde o princípio do seu surgimento o HIP HOP tem sido visto com maus olhos por aqueles que não compartilham da nossa realidade social, da realidade dos que construíram e constroem este movimento.
Ainda tem muita gente que pensa que todo favelado é marginal, que o rap é o abecedário para o crime (o que vamos fazer para mudar esta visão, ou melhor, o que estamos fazendo?).
Há alguns anos o HIP HOP, com seus quatro elementos (cinco, nove, que sejam) vem contribuindo para amenizar a realidade social nos guetos, mudar a vida de crianças, adolescentes e jovens, sendo uma alternativa ao crime, como temos visto no trabalho desenvolvido pela Central Única das Favelas – CUFA em todo o país.
O HIP HOP com seus elementos culturais tem proporcionado lazer, tem gerado renda, tem colorido ainda mais os Brasis e, principalmente, tem sido a cara e o grito de uma enorme parcela de pessoas que a sociedade (e nós não somos sociedade?) tem, a todo custo, tentado excluir e marginalizar. Nós estamos resistindo. Nós estamos mostrando a nossa força e o nosso talento.
O HIP HOP é, queiram ou não queiram, um elemento de transformação social que, felizmente, o governo brasileiro (na gestão do presidente Lula) tem incentivado o seu desenvolvimento. A atenção governamental a esta manifestação cultural dos menos favorecidos tem sido criticada por alguns membros da elite brasileira (puro neoliberalismo, o fascismo de outrora). Adiante. Vamos seguindo o nosso bonde, construindo um mundo com a beleza das cores do graffite, da poesia do RAP, da dança performática dos b. boys (e b. girls), tudo isso embalado pelo improviso dos nossos DJs (improvisar é imitar a vida).
Eu sou 100% HIP HOP, mas nunca assaltei ninguém.
Nesta edição do evento uma dupla de comediantes foi contratada para animar a festa. Eu estava me divertindo. Uma das esquetes apresentadas tirou-me, de súbito, do meu estado de diversão. A cerimonialista anunciou que a dupla encenaria a diferença entre um assalto em São Luís – MA e no Rio de Janeiro – RJ.
Início da cena. Reggae. Funk. Para a minha surpresa a camisa do assaltante estampava nas costas em letras garrafais “100% HIP HOP” e no peito, em letras menores, “Racionais Mc’s” (meu grupo de RAP favorito). Em cena dois caras brancos, possivelmente de classe média dentro dos nossos padrões, dramatizando (à sua maneira) um ato de violência.
A caracterização do assaltante me ofendeu. Eu curto HIP HOP, eu sou um assaltante? Quando os atores desceram do palco eu os esperava pronto para briga. Quis saber dos jovens artistas o que os levou a rotulação do assaltante como integrante do movimento cultural que defendo. Não poderia este assaltante apreciar jazz, rock, samba, pagode etc? Suas explicações foram infundadas, baseadas em seus (pré-)conceitos sobre a violência social e a imagem que muitos têm do HIP HOP. Mesmo após o surgimento do HIP HOP midiático e mercadológico esta visão deturpada não mudou.
Após argumentar solicitei a eles que, na próxima apresentação, fosse retirada a peça do vestuário do personagem (que não tem necessidade de ser rotulado como pertencente a este ou aquele estilo de viver, não é mesmo?).
Desde o princípio do seu surgimento o HIP HOP tem sido visto com maus olhos por aqueles que não compartilham da nossa realidade social, da realidade dos que construíram e constroem este movimento.
Ainda tem muita gente que pensa que todo favelado é marginal, que o rap é o abecedário para o crime (o que vamos fazer para mudar esta visão, ou melhor, o que estamos fazendo?).
Há alguns anos o HIP HOP, com seus quatro elementos (cinco, nove, que sejam) vem contribuindo para amenizar a realidade social nos guetos, mudar a vida de crianças, adolescentes e jovens, sendo uma alternativa ao crime, como temos visto no trabalho desenvolvido pela Central Única das Favelas – CUFA em todo o país.
O HIP HOP com seus elementos culturais tem proporcionado lazer, tem gerado renda, tem colorido ainda mais os Brasis e, principalmente, tem sido a cara e o grito de uma enorme parcela de pessoas que a sociedade (e nós não somos sociedade?) tem, a todo custo, tentado excluir e marginalizar. Nós estamos resistindo. Nós estamos mostrando a nossa força e o nosso talento.
O HIP HOP é, queiram ou não queiram, um elemento de transformação social que, felizmente, o governo brasileiro (na gestão do presidente Lula) tem incentivado o seu desenvolvimento. A atenção governamental a esta manifestação cultural dos menos favorecidos tem sido criticada por alguns membros da elite brasileira (puro neoliberalismo, o fascismo de outrora). Adiante. Vamos seguindo o nosso bonde, construindo um mundo com a beleza das cores do graffite, da poesia do RAP, da dança performática dos b. boys (e b. girls), tudo isso embalado pelo improviso dos nossos DJs (improvisar é imitar a vida).
Eu sou 100% HIP HOP, mas nunca assaltei ninguém.
16 de janeiro de 2011
Bandido bom é bandido morto?
Texto da estréia de Celso Athayde no Yahoo! Colunas
Bom dia a todos e a todas. Hoje é minha estreia com vocês e provavelmente alguns dos que nos acompanham ao longo dos anos devem estar estreando aqui nesse espaço também. Por ser uma estreia, venho pensando sobre o que vou escrever. São mais de duas da manhã do dia 14, e a orientação é entregar estas linhas lá pelas 9 horas da matina!
O ideal seria um texto de apresentação, falando um pouco da nossa trajetória, considerando que ninguém nos conhece mesmo. Pensei em falar sobre as enchentes aqui do Rio de Janeiro. Acabei de ver na TV que mais de 800 cidades estão ilhadas e pedindo alguma ajuda do governo federal. Então, pensei em falar sobre essas tragédias anunciadas, talvez sobre a solidariedade do povo nesses momentos tristes…
Mas quando comecei a escrever, apareceu na TV a imagem de um caminhão parado no congestionamento. Vi bem rapidão, mas estava estampado um dito popular que sempre ganha força em momentos de tensão. Lá estava em letras garrafais: “BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO”.
Apesar de ter sido muito rápido, por estar escrito num caminhão, fiquei ali inerte, e me veio na mente um turbilhão de coisas. Inclusive coisas sobre um momento que estamos vivendo no Brasil. A imagem da TV passou, mudou o quadro, mas de toda maneira eu me projetei na boleia do possante. (Para terminar esse texto vou desligar a TV. Peraí. Só um minutinho… Assim é melhor, sem barulho, exceto o da chuva.)
Bem, essa frase me persegue e elege muita gente. Faz parte do cotidiano violento das grandes cidades e das pequenas por certo. O que impressiona é que eu também já me embalei com esse canto, e nunca percebi que, por trás dessa frase, existia uma carga enorme de preconceito racial. Pois quando se profere essa frase por unanimidade, se está falando de um único tipo de bandido.
A imagem do bandido surge no subconsciente coletivo: a figura de uma pessoa com estereótipo e fenótipo pré-concebido, o “marginal”, em geral, com ou sem camisetas, no tronco ou na cabeça, armado, abusado, com roupas folgadas, e negro. Observado esse fato, analisamos que, em grande medida, não existe outra forma aceitável para o senso comum de uma representação de “bandido” que não esta, talvez porque a mesma esteja ligada a áreas (margens, favelas) de um centro de poder, seja ele social, cultural, econômico, político, urbano, idealizado para manter de certa forma a estabilidade social por meio do caos.
Eu pelo menos nunca vi os defensores desse conceito saírem às ruas para pedir o fim da vida dos jovens de classe média que matam pessoas com golpes de lutas marciais nas ruas. Não imagino, por exemplo, que em casos como esses da Av. Paulista, em que jovens bandidos da pior espécie, apesar de serem chamados pela mídia de “estudantes” e não de “marginais”, sofram essas campanhas de morte por terem colocado em risco a vida de outras pessoas por puro preconceito. Nesses casos, há clamor por justiça, mas nunca por pena de morte. Em alguns casos, os pais desses jovens, refletindo parte do sentimento social, até acreditam que “isso é coisa de menino levado”.
Vou dar o último exemplo: nós que frequentamos as arquibancadas dos estádios sabemos o perfil dos jovens torcedores homicidas, sabemos que quem escapa nos fins de semana de jogos, das suas garras são, no mínimo, espancados por cometerem o único “crime” de estar na mesma rua que eles. Pois bem, nunca vi pedirem a morte desses moços! Nos valemos de recursos públicos do Ministério do Esporte e de secretarias estaduais para produzir e promover grandes campanhas para reeducar essas criaturas.
Ou ainda, quando o “mocinho” de terno e gravata querido por milhares é pego com as meias e os bolsos de seu paletó importado cheios de dinheiro público, pouco se vê a indignação popular. Seja nas ruas ou nas urnas, visto que logo ele é eleito novamente, sem ao menos ter sido julgado pelo crime que cometeu, validado pela imunidade parlamentar prevista no artigo 53, que, com a Emenda Constitucional nº. 35/2001, passa também a ser civil, ou seja, o “mocinho-bandido” não responde por seus danos morais ou materiais no exercício da sua função ou fora da casa legislativa.
Nesse drama encenado diariamente, o personagem do “bandido”, privado de todo e qualquer benefício da vida digna ou ao menos com o mínimo possível, lançado a toda sorte de azar sem ou quase sem nenhum referencial educacional, de família, de direitos e deveres, condicionado a viver sem perspectiva de melhora vida, se vê diante de caminhos traçados por “outros”, trilhando-os como saídas emergenciais da miséria iminente, sendo um deles o crime e o tráfico de drogas. Percebe-se, dessa forma, que o “errado” parece ser “certo” em determinadas situações, e o “bandido” vira “mocinho” para familiares ou para parte da comunidade em que reside.
Então, pergunto ao dono do caminhão: de qual bandido estamos falando? Dos pretos que estavam no Complexo do Alemão e que o Brasil ria ao os ver como alvo, como uma partida de vídeo-game? Ou bandido para o caminhoneiro é aquele que rouba dinheiro público e torna inviável a via pública, objeto inclusive de processos judiciais pela morte de milhares de pessoas e famílias inteira no trânsito brasileiro?
Não vou avançar porque tenho receio de que essa frase seja projetada na direção de prefeitos e governadores que, de forma irresponsável, submetem as cidades aos riscos dessas chuvas e ignoram a vulnerabilidade que todos sabemos que existem. É como se essas tragédias fizessem parte do nosso calendário espetacular de verão!
Não queria começar essa minha nova experiência com essa frase e muito menos pegando carona no caminhão de alguém. Porém, é importante refletir sobre esse tema, não apenas pelo conteúdo da frase, mas sobretudo refletir sobre o direito de todos. A única maneira de termos uma sociedade equilibrada é tratar todos os bandidos como iguais!
Bom dia a todos e a todas. Hoje é minha estreia com vocês e provavelmente alguns dos que nos acompanham ao longo dos anos devem estar estreando aqui nesse espaço também. Por ser uma estreia, venho pensando sobre o que vou escrever. São mais de duas da manhã do dia 14, e a orientação é entregar estas linhas lá pelas 9 horas da matina!
O ideal seria um texto de apresentação, falando um pouco da nossa trajetória, considerando que ninguém nos conhece mesmo. Pensei em falar sobre as enchentes aqui do Rio de Janeiro. Acabei de ver na TV que mais de 800 cidades estão ilhadas e pedindo alguma ajuda do governo federal. Então, pensei em falar sobre essas tragédias anunciadas, talvez sobre a solidariedade do povo nesses momentos tristes…
Mas quando comecei a escrever, apareceu na TV a imagem de um caminhão parado no congestionamento. Vi bem rapidão, mas estava estampado um dito popular que sempre ganha força em momentos de tensão. Lá estava em letras garrafais: “BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO”.
Apesar de ter sido muito rápido, por estar escrito num caminhão, fiquei ali inerte, e me veio na mente um turbilhão de coisas. Inclusive coisas sobre um momento que estamos vivendo no Brasil. A imagem da TV passou, mudou o quadro, mas de toda maneira eu me projetei na boleia do possante. (Para terminar esse texto vou desligar a TV. Peraí. Só um minutinho… Assim é melhor, sem barulho, exceto o da chuva.)
Bem, essa frase me persegue e elege muita gente. Faz parte do cotidiano violento das grandes cidades e das pequenas por certo. O que impressiona é que eu também já me embalei com esse canto, e nunca percebi que, por trás dessa frase, existia uma carga enorme de preconceito racial. Pois quando se profere essa frase por unanimidade, se está falando de um único tipo de bandido.
A imagem do bandido surge no subconsciente coletivo: a figura de uma pessoa com estereótipo e fenótipo pré-concebido, o “marginal”, em geral, com ou sem camisetas, no tronco ou na cabeça, armado, abusado, com roupas folgadas, e negro. Observado esse fato, analisamos que, em grande medida, não existe outra forma aceitável para o senso comum de uma representação de “bandido” que não esta, talvez porque a mesma esteja ligada a áreas (margens, favelas) de um centro de poder, seja ele social, cultural, econômico, político, urbano, idealizado para manter de certa forma a estabilidade social por meio do caos.
Eu pelo menos nunca vi os defensores desse conceito saírem às ruas para pedir o fim da vida dos jovens de classe média que matam pessoas com golpes de lutas marciais nas ruas. Não imagino, por exemplo, que em casos como esses da Av. Paulista, em que jovens bandidos da pior espécie, apesar de serem chamados pela mídia de “estudantes” e não de “marginais”, sofram essas campanhas de morte por terem colocado em risco a vida de outras pessoas por puro preconceito. Nesses casos, há clamor por justiça, mas nunca por pena de morte. Em alguns casos, os pais desses jovens, refletindo parte do sentimento social, até acreditam que “isso é coisa de menino levado”.
Vou dar o último exemplo: nós que frequentamos as arquibancadas dos estádios sabemos o perfil dos jovens torcedores homicidas, sabemos que quem escapa nos fins de semana de jogos, das suas garras são, no mínimo, espancados por cometerem o único “crime” de estar na mesma rua que eles. Pois bem, nunca vi pedirem a morte desses moços! Nos valemos de recursos públicos do Ministério do Esporte e de secretarias estaduais para produzir e promover grandes campanhas para reeducar essas criaturas.
Ou ainda, quando o “mocinho” de terno e gravata querido por milhares é pego com as meias e os bolsos de seu paletó importado cheios de dinheiro público, pouco se vê a indignação popular. Seja nas ruas ou nas urnas, visto que logo ele é eleito novamente, sem ao menos ter sido julgado pelo crime que cometeu, validado pela imunidade parlamentar prevista no artigo 53, que, com a Emenda Constitucional nº. 35/2001, passa também a ser civil, ou seja, o “mocinho-bandido” não responde por seus danos morais ou materiais no exercício da sua função ou fora da casa legislativa.
Nesse drama encenado diariamente, o personagem do “bandido”, privado de todo e qualquer benefício da vida digna ou ao menos com o mínimo possível, lançado a toda sorte de azar sem ou quase sem nenhum referencial educacional, de família, de direitos e deveres, condicionado a viver sem perspectiva de melhora vida, se vê diante de caminhos traçados por “outros”, trilhando-os como saídas emergenciais da miséria iminente, sendo um deles o crime e o tráfico de drogas. Percebe-se, dessa forma, que o “errado” parece ser “certo” em determinadas situações, e o “bandido” vira “mocinho” para familiares ou para parte da comunidade em que reside.
Então, pergunto ao dono do caminhão: de qual bandido estamos falando? Dos pretos que estavam no Complexo do Alemão e que o Brasil ria ao os ver como alvo, como uma partida de vídeo-game? Ou bandido para o caminhoneiro é aquele que rouba dinheiro público e torna inviável a via pública, objeto inclusive de processos judiciais pela morte de milhares de pessoas e famílias inteira no trânsito brasileiro?
Não vou avançar porque tenho receio de que essa frase seja projetada na direção de prefeitos e governadores que, de forma irresponsável, submetem as cidades aos riscos dessas chuvas e ignoram a vulnerabilidade que todos sabemos que existem. É como se essas tragédias fizessem parte do nosso calendário espetacular de verão!
Não queria começar essa minha nova experiência com essa frase e muito menos pegando carona no caminhão de alguém. Porém, é importante refletir sobre esse tema, não apenas pelo conteúdo da frase, mas sobretudo refletir sobre o direito de todos. A única maneira de termos uma sociedade equilibrada é tratar todos os bandidos como iguais!
2 de janeiro de 2011
Nota de ano novo
A base da Central Única das Favelas - CUFA em Coroatá, tendo nascida em julho do ano de 2010, possui apenas começam a aparecer, graças ao esforço dos seus coordenadores e parceiros.
Para quem não teve a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho significativo desenvolvido pela CUFA Coroatá – embora muitas vezes pareça invisível - pode conferir o Relatório de Atividades 2010 da organização.
Finalizamos as atividades do ano de 2010 dentro da nossa expectativa de resultados, ou até mesmo além, já que ainda estamos no processo inicial: implantação da base, de reconhecimento do nosso público-alvo, da formação de quadros de colaboradores e instituição das parcerias necessárias para que possamos fazer o nosso trabalho pelo desenvolvimento cultural e social das pessoas das comunidades populares coroataenses.
Relatório de Atividades 2010.
Feliz 2011 aos nossos colaboradores, parceiros e ao povo da periferia.
Cleo Freitas – Coordenador Executivo
Daniel Viana – Coordenador Financeiro
Jairo Cardoso – Coordenador Administrativo
Jefferson Gotardo e Tiago Tarso – Frente de Hip Hop
Para quem não teve a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho significativo desenvolvido pela CUFA Coroatá – embora muitas vezes pareça invisível - pode conferir o Relatório de Atividades 2010 da organização.
Finalizamos as atividades do ano de 2010 dentro da nossa expectativa de resultados, ou até mesmo além, já que ainda estamos no processo inicial: implantação da base, de reconhecimento do nosso público-alvo, da formação de quadros de colaboradores e instituição das parcerias necessárias para que possamos fazer o nosso trabalho pelo desenvolvimento cultural e social das pessoas das comunidades populares coroataenses.
Relatório de Atividades 2010.
Feliz 2011 aos nossos colaboradores, parceiros e ao povo da periferia.
Cleo Freitas – Coordenador Executivo
Daniel Viana – Coordenador Financeiro
Jairo Cardoso – Coordenador Administrativo
Jefferson Gotardo e Tiago Tarso – Frente de Hip Hop
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